quarta-feira, 25 de julho de 2012
Síndrome de Adenoleucodistrofia
A doença Adenoleucodistrofia é uma síndrome caracterizada por desmielinização progressiva do sistema nervoso central, afetando o cérebro e/ou a medula espinhal associada com insuficiência supra-renal periférica.
Trata-se de uma síndrome rara com prevalência estimada de 1/20000 nascidos.
Ataxia cerebelosa por Deficiência do Sistema Nervos
As primeiras manifestações desta síndrome são déficits cognitivos moderados, seguidos por demielinização progressiva do sistema nervoso central, com diminuição da acuidade visual, surdez central, ataxia cerebelosa, hemiplegia, convulsões e demência conduzindo a um estado neurovegetativo e morte.
A forma adulta nesta síndrome provoca a adrenomieloneuropatia e é caracterizada pelo aparecimento de paraparesia espática nos sujeitos com idade de 20 a 45 anos.
Associa-se os sintomas com distúrbios marcha, alterações urinárias e disfunção sexual.
A doença progride para a paraplegia grave complicada por desmielinização cerebral em 30% dos casos.
Síndrome do triplo x
A trissomia do triplo X é uma anomalia cromossómica numérica, isto é, é uma alteração ao nível do genoma normal de um indivíduo, com a adição de um cromossoma sexual X extra. São resultantes de uma não disjunção no momento da meiose tanto materna como paterna.
A trissomia do X (47, XXX) ou síndrome do triplo X só ocorre em mulheres, sendo elas reconhecidas assim, como super fêmeas. As portadoras dessa doença genética são fenotipicamente normais, não apresentando assim nenhuma diferença ou aberração na sua aparência física. Nas células 47, XXX, dois dos cromossomas X são inactivados e de replicação tardia.
A síndrome do triplo X é uma aberração cromossómica numérica que atinge 1 em cerca de 800 a 1.000 mulheres.
Classes de trissomias do triplo X:
Como sugere o nome, a anomalia confere ao portador um ou mais cromossomas X extra. Existem três tipos principais de ocorrência desta anomalia:
- 47,XXX. é a mais comum (1:1000-2000);
- 48;XXX, possuem um retardamento mental mais acentuado;
- 49,XXXXX, possuem as mesmas características dos triplo e tetra X. Porém como são penta X, possuem um retardamento mental mais acentuado, pois quanto maior o número de X maior será o retardamento mental.
- SINTOMAS E MODIFICAÇÕES
- Algumas pacientes podem ter convulsões epilépticas. Num lar para pacientes epilépticos, 2 de 209 pacientes tinham o cariótipo XXX. Não se pode determinar definitivamente o quanto o cariótipo XXX aumenta a propensão a psicoses, mas alguns autores avaliam a taxa de psicoses tipo esquizofrenia como sendo aumentada três vezes. Os estudos de acompanhamento mostraram que as mulheres XXX sofrem as alterações da puberdade numa idade apropriada, mas há relatos de puberdade precoce em certas pacientes. Algumas deram à luz crianças, e estas são praticamente todas cromossomicamente normais. Há défice significativo do desempenho em testes de QI, e cerca de 70% dos pacientes têm problemas de aprendizagem graves.As mulheres portadoras dessa síndrome apresentam um cromossoma X a mais, apresentando um cariótipo com 47 cromossomas: 47 XX X. Quase todos os erros relacionados à essa síndrome ocorrem durante a ovulogénese pela não disjunção dos cromossomas. Quanto mais cromossomas X a mulher possuir, maior será o índice de retardo mental que ela possuirá. Também conhecida como Síndrome de Jacob, a síndrome do triplo X tem como característica não demonstrar sintomas. As mulheres portadoras podem dar origem a crianças perfeitamente normais. As crianças que possuem essa doença não apresentam os sintomas logo após o nascimento, mas podem apresentar baixo peso. Esta síndrome só ocorre em mulheres, nas quais são fenotipicamente normais, não apresentando assim, nenhuma diferença na sua aparência física.
- Curiosidades
- A trissomia do X e as síndromes mais raras de tetrassomias do X (48,XXXX) e pentassomia do X (49,XXXXX) são os equivalentes na mulher da síndrome de Klinefelter masculina.
- A síndrome de tetrassomia do X está associada a atraso mais grave do desenvolvimento físico e mental, e a síndrome de pentassomia do X, assim como o XXXXY, geralmente inclui grande retardo do desenvolvimento com múltiplos defeitos físicos que lembram a síndrome de Down.
- A primeira mulher conhecida com a trissomia do triplo X chamava-se Patrícia A. Jacobs no hospital de zona oesta de Edinburgh na Escócia, no ano de 1959. Foi encontrada ao seus 35 anos de idade, medindo 1,76 metros e pesando 58kg, esta mulher tinha ovulação prematura aos 19 anos de idade. Na data da sua concepção os seus pais tinham ambos 40 anos de idade, o que pode explicar o aparecimento desta não-dinjunção cromossómica.
Síndrome de Rett
Há estranhos experimentos da natureza; a síndrome de Rett é um deles. A doença se instala ao redor de um ano de idade, mas não é herdada geneticamente; surge como consequência de um defeito descrito por Huda Zoghbi em 1999: uma mutação no gene MECP2, localizado no cromossomo X. Como os meninos têm apenas uma cópia de X (que forma par com Y), desenvolvem uma doença grave
que evolui com dificuldade respiratória. Poucos sobrevivem um ano ou dois.
que evolui com dificuldade respiratória. Poucos sobrevivem um ano ou dois.
Já as meninas podem viver até sessenta ou setenta anos. São mais
protegidas, pelo fato de possuir dois cromossomos X: se o gene MECP2 sofrer mutação num deles, a cópia normal presente no outro contrabalançará em parte o desequilíbrio causado.
protegidas, pelo fato de possuir dois cromossomos X: se o gene MECP2 sofrer mutação num deles, a cópia normal presente no outro contrabalançará em parte o desequilíbrio causado.
Elas apresentam desenvolvimento neuromotor e se comportam como as outras crianças até a idade de um ano. Ao redor do primeiro aniversário, os pais percebem que a filha regride: não pronuncia palavras já conhecidas, torna-se introspectiva, desinteressada e perde a habilidade de executar certos movimentos.
Daí em diante, elas se tornam ansiosas, irritadiças e passam a exibir movimentos estereotipados com as mãos. Embora mais tarde possam recuperar parte da capacidade de interagir socialmente, o comprometimento das funções cognitivas e motoras costuma ser grave a ponto de impedir que levem a vida por
conta própria.
conta própria.
Trabalhos recentes têm demonstrado que essas mutações não são exclusivas das meninas com síndrome de Rett; podem ocorrer também em casos de autismo, esquizofrenia, epilepsia e de retardo mental.
Esclarecer os mecanismos pelos quais mutações num único gene podem causar tal variedade de distúrbios é fundamental para entender o funcionamento do cérebro.
Todo gene é responsável pela codificação de uma proteína. A proteína codificada pelo gene MECP2 está presente em grandes quantidades nos neurônios. Ela faz parte de um grupo de proteínas conhecidas como “silenciadoras”, por bloquear a função de determinados genes.
Mutações no gene MECP2 provocam anomalias na estrutura da proteína codificada por ele. Alterada, ela não consegue exercer sua função silenciadora sobre um gene muito ativo no sistema nervoso, que é o gene responsável pela codificação de uma proteína conhecida como BDNF, essencial para o ajuste fino na formação de novas sinapses entre os neurônios.
Para ficar claro: a mutação no gene MECP2 leva à produção de uma proteína “silenciadora” defeituosa, incapaz de silenciar no momento adequado o gene que coordena a produção do BDNF, fator encarregado de ajustar a formação de novas sinapses, os espaços através dos quais o fluxo de informações trafega de
um neurônio para outro.
um neurônio para outro.
Todos dizem que perdemos neurônios ao envelhecermos. É verdade – embora ninguém saiba o que isso significa -, mas nada se compara aos bilhões perdidos ao ensaiarmos os primeiros passos. A nova perspectiva que as imagens do mundo adquirem com o corpo na vertical, obriga nossos neurônios a recriar a arquitetura do sistema de conexões. Nessa fase, os neurônios incapazes de
estabelecer novas conexões para adaptar-se à nova realidade, morrem, no melhor estilo de competição e seleção natural, como nos ensinaram Wallace e Darwin.
estabelecer novas conexões para adaptar-se à nova realidade, morrem, no melhor estilo de competição e seleção natural, como nos ensinaram Wallace e Darwin.
Nos estágios iniciais da vida, as sinapses seguem o plano arquitetado pela programação genética. É a interação com o meio
que faz o ajuste fino das conexões essenciais para o desenvolvimento. Se nessa fase, uma mutação genética faz aparecer uma proteína defeituosa, que não silencia no momento preciso, o gene que produz BNDF, essencial para a formação
de novas sinapses, estamos diante de um problema sério.
que faz o ajuste fino das conexões essenciais para o desenvolvimento. Se nessa fase, uma mutação genética faz aparecer uma proteína defeituosa, que não silencia no momento preciso, o gene que produz BNDF, essencial para a formação
de novas sinapses, estamos diante de um problema sério.
Não é à toa que os primeiros sinais da síndrome de Rett aparecem ao redor de um ano de idade, época em que nosso cérebro é obrigado a exibir a mais importante de suas habilidades: a plasticidade condicionada pela experiência. Graças a ela somos os únicos animais capazes de viver nas geleiras da Groenlândia e no deserto do Saara, de escrever livros e de compor sinfonias.
Referência: Science 314, 1536 (2006) Fonte: Site do Drauzio Varella
Portadora da síndrome
Síndrome de Treacher Collins
A síndrome de Treacher Collins é um distúrbio do desenvolvimento craniofacial de herança autossômica dominante. Cerca de 60% das pessoas afetadas são decorrentes de mutações novas, isto é, seus pais não são afetados. Uma pessoa afetada têm 50% de probabilidade de transmitir a mutação e assim ter uma criança também afetada.
A síndrome de Treacher Collins é causada por mutações no gene TCOF1 (cromossomo 5), que tem 26 éxons e codifica uma proteína chamada treacle. Esta tem funções importantes na manutenção das células derivadas da crista neural (células que vão formar os ossos do ouvido, face e também as orelhas) durante as primeiras semanas de desenvolvimento do embrião. As mutações patogênicas em geral são específicas para cada paciente e estão localizadas ao longo do gene, ou seja não há ponto quente de ocorrência destas mutações.
O teste genético para a detecção de mutações no gene TCOF1 pode confirmar o diagnóstico clínico e é particularmente importante em casos com quadro clínico leve, casos em que há dúvidas no diagnóstico e quando há apenas um indivíduo afetado na família.
Características
A síndrome de Treacher Collins é caracterizada por achatamento dos ossos malares da face (hipoplasia malar), queixo pequeno (micrognatia), orelhas pequenas, mal-formadas ou ausentes, surdez total ou parcial, defeitos nas pálpebras inferiores (coloboma), olhos com os cantos externos “caídos” para baixo e palato estreito ou fissurado.
Existe uma grande variabilidade nos sinais clínicos, mesmo entre pessoas da mesma família. Existem casos tão leves que podem passar despercebidos ao diagnóstico, e até casos graves, com surdez profunda e que necessitam de diversas cirurgias corretivas.
Síndrome de Cornelia de Lange
Essa doença não é tão rara quanto grave, trata-se de uma síndrome que tem um alto índice de mortalidade precoce e muitas vezes suas manifestações são breves, o que dificulta o diagnóstico rápido. A incidência da síndrome de Lange é de 1 para 10.000, o que a torna não tão rara, e o tratamento muitas vezes não é fácil diante das variadas anomalias que ela causa. Os problemas ligados a alimentação são os mais comuns, com o aparecimento de refluxo gástrico, atingindo principalmente as crianças. O acometimento de otites também ocorre na infância, mas não é comum que haja perda de audição em função da síndrome de Lange.
E quando você ficar sabendo de um portador dessa síndrome que tem dificuldade de comunicação saiba que é provável que isso não tenha a ver com seqüelas cerebrais. A deficiência em falar esta intimamente ligada as problemas visuais e auditivos. Outra característica é a uma deformação corporal, os portadores dessa doença tem normalmente mãos e pés 20% menores do que o normal. E sua ocorrência tem tudo a ver com a herança genética, já sendo calculado como 50% dos casos da Síndrome da Cornélia de Lange.
Como essa síndrome atinge varias funções vitais o tratamento também deve ser muito completo. Como o aparelho digestivo é o mais atingido, o tratamento precisa ser intenso, que vai desde o cuidado com a alimentação até cirurgias em locais afetados conforme avaliação médica. Nos casos em que existem vômitos freqüentes e refluxos gástrico é indicado que o paciente faça exames imagiológicos com freqüência. Existe também o risco de comprometimento cardíaco em portadores da síndrome, que chegam a atingir até 29% dos casos. Em decorrência desse agravante, é comum que se façam exames cardiorrespiratórios de forma periódica. Quanto aos problemas auditivos e visuais gerados pela enfermidade, é necessário que haja uma terapia precoce para evitar os comprometimentos na comunicação.
Correções de anomalias dentárias e infecções no trato urinário também precisam ser feitos freqüentemente. E quando o paciente chega na fase escolar, as avaliações precisam ser estendidas para as alterações de ordem cognitiva e de comportamento, que podem significar de 57 a 100% na deficiência nessas áreas. É importante que tanto os pacientes quanto parentes desses enfermos estejam informados quanto as complicações geradas pela síndrome. A falta de informação e cuidados especializados podem resultar em morte ou seqüelas para toda a vida. Então, quando detectados os sintomas, o melhor a fazer é procurar um hospital e realizar os exames necessários. Fique ligado, saúde é assunto muito sério e é nossa responsabilidade ter o cuidado de não subestimar os sintomas que possam surgir.
E quando você ficar sabendo de um portador dessa síndrome que tem dificuldade de comunicação saiba que é provável que isso não tenha a ver com seqüelas cerebrais. A deficiência em falar esta intimamente ligada as problemas visuais e auditivos. Outra característica é a uma deformação corporal, os portadores dessa doença tem normalmente mãos e pés 20% menores do que o normal. E sua ocorrência tem tudo a ver com a herança genética, já sendo calculado como 50% dos casos da Síndrome da Cornélia de Lange.
Como essa síndrome atinge varias funções vitais o tratamento também deve ser muito completo. Como o aparelho digestivo é o mais atingido, o tratamento precisa ser intenso, que vai desde o cuidado com a alimentação até cirurgias em locais afetados conforme avaliação médica. Nos casos em que existem vômitos freqüentes e refluxos gástrico é indicado que o paciente faça exames imagiológicos com freqüência. Existe também o risco de comprometimento cardíaco em portadores da síndrome, que chegam a atingir até 29% dos casos. Em decorrência desse agravante, é comum que se façam exames cardiorrespiratórios de forma periódica. Quanto aos problemas auditivos e visuais gerados pela enfermidade, é necessário que haja uma terapia precoce para evitar os comprometimentos na comunicação.
Correções de anomalias dentárias e infecções no trato urinário também precisam ser feitos freqüentemente. E quando o paciente chega na fase escolar, as avaliações precisam ser estendidas para as alterações de ordem cognitiva e de comportamento, que podem significar de 57 a 100% na deficiência nessas áreas. É importante que tanto os pacientes quanto parentes desses enfermos estejam informados quanto as complicações geradas pela síndrome. A falta de informação e cuidados especializados podem resultar em morte ou seqüelas para toda a vida. Então, quando detectados os sintomas, o melhor a fazer é procurar um hospital e realizar os exames necessários. Fique ligado, saúde é assunto muito sério e é nossa responsabilidade ter o cuidado de não subestimar os sintomas que possam surgir.
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